O que é Kwai: história, funcionamento e uso nas vendas

Kwai é o aplicativo de vídeos curtos da Kuaishou. Veja como surgiu, como funciona e como usá-lo na estratégia de vendas para atrair clientes e se relacionar.

O que é Kwai: história, funcionamento e uso nas vendas

Logo do Kwai

Kwai é um aplicativo de vídeos curtos da empresa chinesa Kuaishou, em que o público assiste a uma sequência de vídeos verticais, comenta e acompanha criadores, inclusive em transmissões ao vivo. No Brasil, onde o aplicativo é conhecido pelo mesmo nome, ele pode servir de canal de aquisição, ao apresentar o negócio a quem ainda não o conhece, e de relacionamento, pelos comentários e pelas lives, com o WhatsApp como destino da conversa de venda.

A história do Kwai

A Kuaishou foi fundada em março de 2011 por Su Hua e Cheng Yixiao, com o nome de GIF Kuaishou, um aplicativo para criar e compartilhar GIFs, de acordo com a Wikipédia em inglês. Nos anos seguintes, o foco mudou para os vídeos curtos, e o produto se tornou uma das maiores plataformas do tipo na China, concorrente do Douyin, a versão chinesa do TikTok. Su Hua havia trabalhado como engenheiro de software no Google e no Baidu.

Fora da China, o aplicativo se chama Kwai, e em alguns países tem outro nome, como Snack Video na Índia, no Paquistão e na Indonésia. No Brasil, segundo a mesma fonte, o Kwai foi apresentado em 2019 e investiu em parcerias com clubes de futebol, como Flamengo e Santos, e no patrocínio da Copa América. Em fevereiro de 2021, a Kuaishou abriu capital na Bolsa de Hong Kong.

Como o Kwai funciona e o que o diferencia

O Kwai segue o modelo das redes de vídeo curto: o aplicativo abre direto em uma sequência de vídeos verticais recomendados, e o público curte, comenta e compartilha. A recomendação não depende apenas de quem a pessoa segue, o que dá a contas pequenas a chance de ser vistas quando o vídeo prende a atenção. O aplicativo oferece também edição de vídeo com efeitos, transmissões ao vivo e presentes virtuais, com os quais os criadores podem ganhar dinheiro. Por isso o conteúdo precisa funcionar sem contexto: o vídeo deve se explicar sozinho, mostrar o benefício logo no começo e terminar com um convite claro para a conversa.

A Kuaishou se diferenciou, na China, por uma base de público mais espalhada fora das maiores cidades e por apostar no comércio por transmissão ao vivo, além dos anúncios. No Brasil, a presença de criadores de conteúdo do cotidiano, com linguagem simples e assuntos práticos, ajuda a explicar o tom do aplicativo. É um canal em que a naturalidade pesa mais do que a produção sofisticada. Para o vendedor, isso indica um público que valoriza conteúdo prático e próximo. Antes de gravar, vale assistir aos vídeos mais vistos do seu assunto e observar o tom, a duração e o tipo de abertura.

O Kwai na estratégia de vendas

No funil de vendas, o Kwai atua no topo: apresenta o negócio e cria familiaridade. A decisão de compra acontece depois, em outra conversa. O papel se divide em dois:

  • Aquisição: vídeos úteis e curtos, com os primeiros segundos bem cuidados, chegam a desconhecidos por recomendação.
  • Relacionamento: comentários respondidos, respostas em vídeo e lives mantêm o contato e reforçam a confiança de quem acompanha.

Considere um exemplo ilustrativo. Uma loja de produtos de limpeza de bairro grava vídeos curtos mostrando como diluir cada produto e quanto ele rende. Nos comentários, as pessoas perguntam se a loja entrega e qual é o preço. A dona responde com outro vídeo, mostra a embalagem de perto e convida quem mora na região a chamar no WhatsApp para combinar o pedido. O convite vai no vídeo, no comentário fixado e no perfil, conforme as opções do tipo de conta, com um link do WhatsApp e UTMs para saber qual vídeo gerou cada conversa. O CRM guarda a origem do contato, e quem veio de um vídeo de demonstração já conhece o produto e quer preço e prazo, não uma apresentação inicial. A lógica é a do inbound marketing: atrair pelo conteúdo útil e conversar com quem demonstra interesse.

Cuidados e limites do Kwai

Antes de dedicar tempo, confirme se o seu público usa a rede: pergunte aos clientes, observe de onde chegam as mensagens e compare com os outros canais. As regras de conteúdo, de música, de anúncios e de programas para criadores mudam com frequência, então confira as regras vigentes da plataforma antes de publicar ou investir.

Os resultados são irregulares, e um vídeo pode alcançar muita gente e outro, parecido, quase ninguém. Por isso, não trate o canal como única fonte de clientes e mantenha uma lista própria, com consentimento claro. Não prometa o que não pode cumprir, trate os dados que chegam por mensagem conforme a LGPD e meça por conversas e vendas, e não só por visualizações. Se depois de algumas semanas de teste o canal não gerar nenhuma conversa, reduza o esforço e reforce a rede em que o seu público realmente está, como o Instagram.

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