Telegram é um aplicativo de mensagens criado pelos irmãos Pavel e Nikolai Durov, com conversas sincronizadas na nuvem, canais de transmissão, grupos grandes e bots programáveis. O uso básico é parecido com o do WhatsApp, de conversar por mensagem, mas a estrutura de canais e bots muda a forma de organizar a comunicação com os clientes. Na estratégia de vendas, o Telegram costuma ser um canal de relacionamento e de comunidade que complementa o
WhatsApp, e não um substituto dele.
A história do Telegram
Nikolai Durov criou o protocolo de comunicação do aplicativo, o MTProto, e Pavel Durov financiou o projeto, conforme a Wikipédia em inglês. O Telegram foi lançado para iPhone em 14 de agosto de 2013 e para Android em 20 de outubro de 2013. Em junho de 2015, a empresa abriu uma plataforma para que desenvolvedores criassem bots, e em abril de 2021 chegou uma atualização que ampliou os pagamentos dentro deles.
O serviço também ganhou uma versão paga opcional, o Telegram Premium, lançada em 19 de junho de 2022, que aumenta limites como o tamanho dos arquivos. A empresa afirma que não exibe anúncios em conversas privadas. O histórico do aplicativo inclui críticas à moderação de conteúdo, que são um ponto de atenção para marcas, que preferem ambientes de reputação mais controlada.
Como o Telegram funciona e o que o diferencia
As conversas ficam guardadas na nuvem e podem ser acessadas de vários aparelhos ao mesmo tempo, com exceção dos chats secretos, restritos ao dispositivo. O cadastro usa o número de telefone, que fica oculto por padrão para os outros usuários, e as pessoas podem se encontrar por nome de usuário. Três formatos interessam a quem vende:
- o canal é de mão única: só os administradores publicam, e os inscritos leem, como em um mural de avisos, sem limite de assinantes;
- o grupo é de conversa: os membros também escrevem, tiram dúvidas e trocam experiências, e os grupos comportam até 200 mil integrantes, limite que pode mudar;
- o bot é um programa que responde mensagens, entrega materiais e executa tarefas simples.
Quem conhece o grupo de WhatsApp e a lista de transmissão reconhece a lógica, com diferenças de recurso e de limite. O canal do Telegram é pensado para falar com muita gente sem que os inscritos vejam uns aos outros, e o administrador define quem pode escrever.
O Telegram na estratégia de vendas
O Telegram atua no meio do funil, aquecendo e organizando quem já tem interesse. O papel se divide em dois:
- Aquisição: é limitada. Os canais e grupos públicos podem ser encontrados pela busca do aplicativo, mas a divulgação depende sobretudo de links, de convites e da presença em outros canais, como redes sociais e site.
- Relacionamento: é o ponto forte. Um canal entrega avisos, materiais e novidades, o grupo cria comunidade, e um bot automatiza respostas e entregas.
Considere um exemplo ilustrativo. Um professor de informática mantém um canal com resumos de aula e avisos de novas turmas e um grupo em que os alunos tiram dúvidas entre si. Um bot entrega a lista de exercícios a quem pede. Quem se interessa por uma turma nova pede o valor, e o professor chama a pessoa no WhatsApp para enviar o contrato e combinar o pagamento. O Telegram cuidou do conteúdo e da comunidade, e o
WhatsApp cuidou do atendimento individual. Um link do
WhatsApp na mensagem fixada do canal, com UTMs, mostra quais publicações levam a conversas, e o CRM registra a origem do contato.
Cuidados e limites do Telegram
Antes de investir, confirme se o seu público realmente usa o aplicativo: pergunte aos clientes, olhe de onde chegam os contatos e compare os resultados com os de outros canais. Para a maior parte dos negócios brasileiros, ele funciona como complemento ao WhatsApp.
Nunca adicione pessoas a canais e grupos sem que elas peçam. O disparo em massa e a inclusão forçada geram denúncias, prejudicam a imagem do negócio e podem levar à restrição da conta, além de desrespeitar o consentimento que a LGPD pede para tratar dados pessoais. Convide, explique o que a pessoa vai receber e facilite a saída.
Cuidado também com golpes. Perfis falsos que imitam empresas são comuns em qualquer aplicativo de mensagens, e é prudente avisar os clientes qual é o seu canal oficial e que você nunca pedirá senhas ou códigos por mensagem. Se usar bots, saiba quais dados eles coletam e onde ficam guardados. Confira as regras do Telegram para canais, bots e anúncios antes de montar o processo, porque os recursos e os limites mudam. Meça por conversas e vendas geradas, e não apenas pelo número de inscritos.
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