História do WhatsApp: significado do nome, venda e marcos

História do WhatsApp: o significado do nome, a criação em 2009, a venda ao Facebook em 2014 e os marcos até hoje. Veja o que isso muda para quem vende.

História do WhatsApp: significado do nome, venda e marcos

Logo do WhatsApp

A história do WhatsApp começa em 2009, quando Jan Koum e Brian Acton, dois ex-funcionários do Yahoo, criaram um aplicativo de mensagens para celular. O nome é um jogo de palavras com a expressão inglesa "what's up", que equivale a um "e aí?", somada a "app", abreviação de aplicativo. Em 2014 a empresa foi vendida ao Facebook, que hoje se chama Meta, e em 2020 o serviço passou de dois bilhões de usuários.

Significado do nome WhatsApp

O nome é um trocadilho. "What's up" é uma saudação informal em inglês, parecida com "e aí?" ou "como vai?". Ao juntar a expressão com "app", os criadores chegaram a um nome que soa como a pergunta e, ao mesmo tempo, diz o que o produto é. A própria empresa confirma a origem na sua página institucional, onde descreve o nome como um jogo de palavras com "What's Up".

A escolha combina com a ideia original. Segundo o relato dos primeiros anos do aplicativo, a primeira versão funcionava como um painel de status: cada pessoa escrevia ao lado do próprio nome algo como "na academia" ou "ocupado", e os contatos viam. Quando a Apple liberou as notificações push no iPhone, em 2009, cada mudança de status passou a avisar a rede de contatos. As pessoas começaram a usar o campo de status para conversar, e os fundadores perceberam que o uso real do aplicativo era a troca de mensagens. O recurso de mensagens veio ainda em 2009, e o app deixou de ser um mural para virar um chat. No Brasil, a forma abreviada do nome virou o apelido zap, usado no dia a dia.

A história do WhatsApp até a venda ao Facebook

Jan Koum registrou a empresa na Califórnia em fevereiro de 2009, de acordo com a enciclopédia Wikipédia, em inglês. Brian Acton, ex-colega de Yahoo, entrou ainda naquele ano como cofundador. Segundo o próprio WhatsApp, os dois somavam cerca de vinte anos de trabalho no Yahoo antes de criar o aplicativo. Nos anos seguintes, o serviço ganhou versões para vários tipos de celular e passou a cobrar uma anuidade simbólica, de cerca de um dólar por ano, em vez de depender de anúncios.

O crescimento foi rápido. Em fevereiro de 2014, quando a venda foi anunciada, mais de 450 milhões de pessoas usavam o serviço por mês, e mais de um milhão de novas pessoas se cadastravam por dia, de acordo com o comunicado da compra. Uma equipe pequena atendia uma base de usuários que já rivalizava com as maiores redes sociais do mundo, e isso explica o interesse de quem queria comprá-la.

A venda do WhatsApp para o Facebook, hoje Meta

O Facebook anunciou a compra em 19 de fevereiro de 2014. Segundo o comunicado, o pagamento previa cerca de US$ 4 bilhões em dinheiro, cerca de US$ 12 bilhões em ações e mais US$ 3 bilhões em ações restritas para fundadores e funcionários, liberadas ao longo de quatro anos. A promessa era que o WhatsApp continuaria como empresa separada e manteria a marca. A compra foi concluída em 6 de outubro de 2014, conforme o documento que o Facebook enviou à SEC, a comissão que fiscaliza o mercado de ações nos Estados Unidos. Como as ações do Facebook subiram entre o anúncio e o fechamento, o valor total chegou perto de US$ 22 bilhões, segundo a agência AP.

O comprador se chamava Facebook. Em 28 de outubro de 2021, a empresa anunciou o novo nome, Meta, para reunir seus aplicativos e tecnologias sob uma só marca, conforme o comunicado oficial. É por isso que hoje se diz que o WhatsApp pertence à Meta, embora a compra tenha sido feita pelo Facebook. Os nomes dos aplicativos continuaram os mesmos.

Marcos históricos do WhatsApp

História do WhatsApp de 2009 a 2023, com a venda ao Facebook em 2014 em destaque.

Os principais acontecimentos, em ordem cronológica, foram:

  • 2009: Koum registra a empresa, e a versão com mensagens chega ainda no mesmo ano;
  • 2014: a venda ao Facebook é anunciada em fevereiro e concluída em outubro;
  • 2015: lançamento do WhatsApp Web, que espelha no computador a conversa do celular;
  • 2015 e 2016: decisões judiciais mandam bloquear o aplicativo no Brasil em dezembro de 2015 e em maio e julho de 2016, por recusa da empresa em entregar dados de investigações; os bloqueios foram revertidos em até cerca de um dia, segundo o relato do Hardware.com.br;
  • 2016: a empresa anuncia o fim da anuidade, conclui a criptografia de ponta a ponta em todas as conversas, em abril, e lança as chamadas de vídeo, em novembro;
  • 2017 e 2018: os dois fundadores deixam a empresa, Acton em setembro de 2017 e Koum, anunciado em abril de 2018;
  • 2018: chegam o aplicativo para pequenos negócios, em janeiro, e a interface para empresas maiores, em agosto;
  • 2020: o serviço passa de dois bilhões de usuários;
  • 2021: o Facebook passa a se chamar Meta;
  • 2022 e 2023: chegam as Comunidades, que reúnem vários grupos, e os Canais, que permitem transmitir conteúdo a seguidores.

O que essa história muda para quem vende pelo WhatsApp

Conhecer a origem ajuda a decidir como usar o aplicativo. Ele nasceu como conversa entre pessoas e só em 2018 ganhou ferramentas para empresas. Por isso as boas práticas seguem a lógica de uma conversa: contato pedido e bem-vindo, resposta rápida e tom humano. O WhatsApp Business atende negócios pequenos, com catálogo, etiquetas e mensagens prontas, e a API do WhatsApp Business atende operações maiores, com vários atendentes e automações.

Como o dono do aplicativo é a Meta, as regras do serviço e as de anúncios caminham juntas, e os anúncios click-to-WhatsApp abrem a conversa a partir do Facebook e do Instagram. Quem descumpre as políticas pode sofrer o banimento do número. A própria história mostra que recursos, preços e regras mudam com o tempo, então confira a documentação oficial antes de montar um processo e revise-o de vez em quando.

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