Apple é a empresa de tecnologia que faz o iPhone, o iPad, o Mac e o sistema iOS. Ela não vende anúncios como o Google ou a Meta, mas tem um peso enorme no marketing digital por controlar os aparelhos e o sistema pelos quais muita gente acessa a internet. Quando a Apple muda uma regra de privacidade, a medição de anúncios, o rastreamento de visitantes e até as métricas de e-mail mudam junto. Por isso, quem vende online precisa entender o que a empresa faz, mesmo sem ter nada a ver com ela.
A história da Apple
A Apple foi fundada em 1º de abril de 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, que saiu da sociedade pouco depois, segundo a Wikipédia em inglês. A empresa começou com computadores pessoais e deixou "Computer" do nome em janeiro de 2007, quando passou a se concentrar em eletrônicos de consumo. Naquele mesmo ano, o iPhone foi apresentado, e foi lançado em 29 de junho de 2007. A loja de aplicativos, a App Store, veio no ano seguinte e criou um mercado novo para quem desenvolve e vende aplicativos. A empresa seguiu ampliando a linha com relógios, fones e serviços, e passou a ganhar também com assinaturas, o que reforça a importância da relação direta com o usuário.
Do ponto de vista do marketing, o iPhone mudou a forma de acessar a internet e abriu espaço para os aplicativos, em que muitas empresas passaram a vender e a anunciar. A Apple também construiu uma imagem de empresa que defende a privacidade do usuário, e isso passou a ser um diferencial declarado, com consequências diretas para a publicidade.
Como a Apple afeta a medição e os anúncios
Em 2021, a empresa lançou duas mudanças que o marketing sentiu. A primeira foi a App Tracking Transparency, parte do iOS 14.5, que obriga os aplicativos a pedir permissão antes de acompanhar a atividade da pessoa em outros aplicativos e sites. Isso reduziu os dados que as plataformas de anúncios recebiam sobre os usuários de iPhone, e afetou a medição de campanhas no Meta Ads e em outras redes. A segunda foi a Mail Privacy Protection, do iOS 15, que impede os remetentes de saber quando o usuário do aplicativo Mail da Apple abre um e-mail, como descreve a Bird. As duas mudanças seguem a mesma linha, a de reduzir o rastreamento sem o conhecimento do usuário, e foram recebidas de formas diferentes por anunciantes e por defensores da privacidade.
O efeito prático está na confiabilidade dos números. Na medição de anúncios, a Meta e outras plataformas passaram a depender mais do envio de dados pelo servidor e de modelos estatísticos, em complemento ao pixel. No e-mail marketing, a taxa de abertura deixou de ser um indicador confiável para a parte do público que usa o aplicativo da Apple, porque as aberturas podem ser registradas mesmo sem leitura. Os cliques, em geral, seguem mais confiáveis.
A Apple na estratégia de vendas
A Apple não é um canal de aquisição, e sim um fator que molda os outros canais. O papel dela aparece em três pontos:
- Medição: com menos dados dos usuários de iPhone, o custo e o resultado de anúncios ficam menos precisos, e vale cruzar as plataformas com o CRM e com as vendas reais.
- E-mail: troque a abertura por indicadores mais firmes, como cliques, respostas e conversas iniciadas no
WhatsApp.
- Mensagens: a Apple passou a aceitar o RCS no iPhone a partir do iOS 18, o que ampliou o alcance desse formato.
Considere um exemplo ilustrativo. Uma loja que mede o sucesso de um e-mail pela taxa de abertura vê o número subir e as vendas ficarem iguais. Ao trocar o indicador por cliques e por conversas iniciadas, ela percebe que parte das aberturas eram automáticas, e passa a escolher os assuntos pelo que gera resposta.
Cuidados e limites
Não dependa de números que um sistema pode distorcer: confirme os resultados pelas vendas reais. Respeite a escolha de privacidade do usuário, não tente contornar a permissão e peça consentimento para o que coleta. As regras da Apple mudam a cada versão do iOS, então confira a documentação oficial ao planejar uma campanha. Trate os dados conforme a LGPD, mesmo quando a plataforma deixa de entregá-los.
Para aprofundar, veja também Tráfego pago.
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