Google é a empresa de tecnologia criada em torno de um buscador, a ferramenta que a maior parte das pessoas usa para procurar uma resposta, um produto ou um endereço. Hoje o nome cobre muito mais do que a busca: inclui o YouTube, o Gmail, o Google Maps, o Android e o navegador Chrome, além das ferramentas de anúncios e de medição que os negócios usam para vender. Para quem tem um site, o Google costuma ser a principal fonte de visitas que vêm de uma intenção clara, a de quem já está procurando o que você oferece.
A história do Google
Larry Page e Sergey Brin criaram o Google quando eram doutorandos na Universidade Stanford. A empresa foi fundada em 4 de setembro de 1998, embora o projeto de pesquisa que a originou tenha começado antes, em 1996, de acordo com a Wikipédia em inglês. A ideia que a diferenciou foi usar os links entre páginas como sinal de qualidade, o que deu origem ao Page Rank. Com resultados mais úteis do que os dos buscadores da época, o Google cresceu rápido e passou a ganhar dinheiro vendendo anúncios ligados às buscas, o produto que hoje se chama Google Ads. Desde então, o grupo ampliou a atuação para vídeo, e-mail, mapas e celulares, e esses produtos alimentam o mesmo negócio de publicidade.
Em agosto de 2015, o Google foi reorganizado como uma subsidiária de uma nova controladora, a Alphabet, e Larry Page passou a presidi-la, segundo a Britannica. A mudança separou o negócio principal de internet de outras apostas do grupo, e foi nessa época que Sundar Pichai assumiu o comando do Google. Por isso, quando se fala em "o Google" no marketing, quase sempre se quer dizer a subsidiária de buscas, anúncios, YouTube e serviços associados.
Como o Google funciona e o que o diferencia
O Google organiza a internet em três etapas, que a própria empresa descreve na documentação do Search Central: descobrir e rastrear as páginas, indexar o conteúdo em um grande banco de dados e mostrar a página mais relevante quando alguém faz uma busca. Nem toda página passa por todas as etapas, e o Google não garante que vai rastrear, indexar ou exibir um conteúdo. Essa lógica explica por que o SEO existe como disciplina.
O modelo de negócio tem duas pontas. Na busca orgânica, o resultado não se compra, e ele depende da relevância e da qualidade da página. Na busca paga, o anunciante disputa um lugar nos resultados por meio de um leilão. O diferencial do Google está na intenção: a pessoa digita o que quer naquele momento, e isso torna a busca um dos canais mais próximos da compra. Outros produtos do grupo completam o quadro, como o YouTube para vídeo, o Google Meu Negócio para a presença local e o Google Analytics para medir.
O Google na estratégia de vendas
No funil de vendas, o Google atua sobretudo na descoberta e na comparação, quando a pessoa pesquisa um problema ou um preço. O papel se divide em dois:
- Aquisição: a busca orgânica e a paga trazem visitantes que já têm interesse. Um conteúdo bem posicionado continua trazendo gente depois de publicado, e um anúncio traz resultado na hora, enquanto o orçamento durar.
- Relacionamento: é indireto. O Google entrega a pessoa ao seu site, ao seu vídeo ou à sua ficha local, e o relacionamento acontece ali, com um botão que leva ao
WhatsApp.
Considere um exemplo ilustrativo. Um chaveiro 24 horas aparece na busca "chaveiro perto de mim" por meio da ficha no Google Meu Negócio e de um anúncio de busca. Quem clica vê o telefone e um botão de WhatsApp, e a conversa já começa com uma urgência clara. O CRM registra a origem do contato, e os UTMs nos links separam o que veio do orgânico e do pago.
Cuidados e limites do Google
Quem depende muito do Google fica exposto a mudanças de algoritmo, de regras de anúncio e de aparência da página de resultados, que podem alterar o tráfego de um mês para o outro. Por isso, combine o Google com canais próprios, como uma lista de contatos formada com consentimento, em vez de apostar tudo nele. Siga as diretrizes da plataforma, sem atalhos como compra de links ou conteúdo copiado, e trate os dados de visitantes conforme a LGPD. Meça o resultado por conversas e vendas, e não apenas por posições ou cliques.
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