Google Ads é a plataforma de anúncios do Google. Com ela, o negócio paga para aparecer nos resultados de busca, no YouTube, em sites parceiros e em outros espaços do Google, e em geral só paga quando alguém clica. O ponto forte é a intenção: o anúncio de busca aparece para quem acabou de digitar o que procura, e isso o torna um dos canais de tráfego pago mais próximos da compra. O destino costuma ser uma página do site ou um botão que leva ao WhatsApp. O gasto é controlado por um orçamento diário que o anunciante define e pode alterar a qualquer momento.
A história do Google Ads
O produto nasceu em 2000, com o nome de Google AdWords, e a data de lançamento mais citada é 23 de outubro daquele ano, de acordo com a Wikipédia em inglês. Em 24 de julho de 2018, o AdWords passou a se chamar Google Ads, para refletir os vários tipos de campanha que a plataforma oferecia, como Pesquisa, Display e Vídeo, conforme a página de ajuda do Google. Por isso, quem fala em AdWords se refere ao mesmo produto, sob o nome antigo.
A plataforma também evoluiu para a automação. Em vez de o anunciante escolher palavras e lances um a um, o Google passou a oferecer campanhas que combinam vários canais e estratégias de lance automáticas, que usam os dados de conversão para decidir quanto pagar por cada clique. A qualidade da medição, portanto, ficou mais importante do que nunca.
Como o Google Ads funciona
Cada vez que alguém faz uma busca, o Google realiza um leilão entre os anunciantes que querem aparecer para aquela consulta. A posição não depende só do valor oferecido: pesam também a qualidade do anúncio, a relevância da página de destino e a experiência esperada do usuário. Quem faz um anúncio mais útil pode pagar menos e aparecer melhor. O anunciante define o orçamento, o público e a estratégia de lance, e acompanha o resultado em um painel. Esse sistema explica por que dois anunciantes com o mesmo lance pagam valores diferentes e aparecem em posições diferentes.
Os principais tipos de campanha são a de Pesquisa, com anúncios de texto nos resultados; a de Shopping, para produtos; o YouTube e a Rede de Display, para mostrar anúncios em vídeo e em imagem; e as campanhas automatizadas, que distribuem o orçamento entre vários canais. A lista e os nomes mudam com frequência, e a Rede de Display, por exemplo, vem sendo incorporada a outro tipo de campanha, o Demand Gen. Confira o painel para ver o que está disponível.
O Google Ads na estratégia de vendas
O Google Ads atua na aquisição de quem já tem intenção, e o papel se divide em dois:
- Aquisição: a campanha de Pesquisa alcança quem busca pelo seu produto ou serviço, e a de vídeo e imagem cria demanda em quem ainda não procurou.
- Relacionamento: o remarketing traz de volta quem visitou o site e não comprou.
Considere um exemplo ilustrativo. Uma clínica odontológica anuncia para a busca "implante dentário em cidade" e leva o clique a uma página com um botão de WhatsApp. O pixel e o Google Analytics registram o clique no botão como conversão, e a clínica passa a otimizar a campanha pelas conversas iniciadas, e não pelos cliques.
Cuidados e limites do Google Ads
O custo por clique varia muito por mercado, e anúncios sem o público e as palavras negativas certos gastam dinheiro com buscas que não interessam. Configure a medição antes de gastar, com conversões bem definidas, e evite otimizar por cliques, que não pagam as contas. Siga as políticas de anúncios do Google, que restringem categorias e promessas, e cuide da página de destino, que influencia o preço e o resultado. Trate os dados dos visitantes conforme a LGPD e teste com uma verba pequena antes de ampliar.
Para aprofundar, veja também Google AdSense.
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