O que é Pinterest: história, funcionamento e uso nas vendas

Pinterest é a plataforma de descoberta visual em que se salvam ideias em painéis. Veja a história, como funciona e como usá-lo para atrair clientes ao seu site.

Logo do Pinterest

Pinterest é uma plataforma de descoberta visual em que as pessoas buscam, salvam e organizam ideias em imagens e vídeos chamados pins, reunidos em painéis temáticos. Diferente das redes de feed, o Pinterest se comporta mais como um buscador: a pessoa procura uma inspiração, guarda o que gostou e volta depois para decidir. Para quem vende, isso o torna um canal de aquisição de ritmo lento, que leva visitantes ao site, de onde a conversa segue para o WhatsApp.

A história do Pinterest

O Pinterest foi criado por Ben Silbermann, Paul Sciarra e Evan Sharp e surgiu de um aplicativo anterior, o Tote, que Silbermann e Sciarra haviam feito, conforme a Wikipédia em inglês. O desenvolvimento começou em dezembro de 2009, e o protótipo foi aberto em março de 2010 como um teste fechado. O aplicativo para iPhone saiu em março de 2011, e em agosto de 2012 a rede deixou de exigir convite para novos cadastros.

A empresa ampliou o lado comercial aos poucos. Os Promoted Pins, pins patrocinados, estrearam em outubro de 2013, a busca por imagem começou em 2015 e a ferramenta Lens, que identifica objetos em fotos, veio em 2017. Os catálogos de produtos chegaram em março de 2019. Em 18 de abril de 2019, o Pinterest abriu capital na bolsa de Nova York, com as ações negociadas sob o código PINS.

Como o Pinterest funciona e o que o diferencia

Os criadores descreveram o Pinterest como um catálogo de ideias, e a lógica de uso confirma isso. Um pin é uma imagem ou vídeo que leva a um endereço na internet, e um painel é uma coleção de pins sobre um tema, como decoração de sala pequena ou bolo para festa infantil. Qualquer pessoa pode salvar o pin de outra em um painel seu. Esse gesto de salvar é o sinal que a plataforma usa para recomendar o conteúdo a outras pessoas.

A peculiaridade mais importante para quem vende é que o pin funciona como porta de entrada para uma página. O link está embutido, e quem se interessa clica para saber mais. Como o conteúdo é encontrado por busca e por assunto, e não pelo número de seguidores, um pin bem feito tende a ser descoberto por mais tempo do que uma publicação de rede de feed, que perde força em poucos dias. O Pinterest funciona melhor em nichos visuais, como decoração, moda, culinária, casamento e festas, artesanato, jardinagem e projetos de reforma.

O Pinterest na estratégia de vendas

No funil de vendas, o Pinterest atua na fase de pesquisa e planejamento, quando a pessoa ainda reúne ideias. O papel se divide em dois:

  • Aquisição: pins com título e descrição escritos com as palavras que o público pesquisa levam visitantes ao site, em um fluxo que cresce com o tempo.
  • Relacionamento: é mais indireto do que em outras redes, porque a pessoa muitas vezes não comenta nem segue a marca, mas passa a reconhecê-la pelos pins que salva e volta a eles quando decide.

Considere um exemplo ilustrativo. Uma arquiteta de interiores publica pins de ambientes que projetou, com título e descrição que usam as palavras da busca, como "sala pequena integrada à cozinha". Cada pin leva a uma landing page com o projeto explicado e um botão de contato que abre um link do WhatsApp. Quem chega ali já viu o estilo dela e sabe o que quer perguntar. Os UTMs no endereço do pin mostram quais imagens geram visitas e conversas, e o CRM guarda a origem. É uma aplicação direta do inbound marketing: o conteúdo atrai quem já tem interesse.

O sinal de que o canal funciona aparece nas visitas ao site e nas conversas que chegam com o pin como origem, e isso exige paciência de quem está acostumado a medir curtidas e comentários. Teste a página de destino no celular, onde muita gente abre os pins. Se o botão estiver escondido ou o texto for longo demais, o visitante sai antes de chamar.

Cuidados e limites do Pinterest

O retorno costuma ser gradual, porque o pin precisa ser indexado, salvo e recomendado antes de gerar visitas. O canal também depende de imagem forte, e negócios cujos produtos ou serviços são difíceis de mostrar visualmente têm menos a ganhar. Use imagens suas ou com direito de uso, e confira as regras da plataforma sobre links e produtos, porque elas mudam. Convide quem chega ao site para uma lista própria, com consentimento claro, e trate os dados conforme a LGPD. Para negócios que dependem de resposta rápida e de relação pessoal, o Instagram tende a ser uma porta de entrada mais direta.

Termos relacionados

Outros termos com a letra P

Glossário de A a Z

Ver o glossário completo