Shorts são os vídeos curtos e verticais do YouTube, feitos para o celular, de poucos segundos a pouco mais de um minuto, que aparecem em um feed próprio de rolagem contínua. O formato foi criado para competir com o TikTok e com o Reels, do Instagram, e mudou a forma de o YouTube atrair gente nova: além de assistir a vídeos longos por busca, o público passa a descobrir canais pelos curtos. Para quem vende, os Shorts são uma porta de entrada barata para o canal e, a partir dele, para a conversa.
A história dos Shorts
O YouTube lançou o Shorts em setembro de 2020, em fase de testes, inicialmente para usuários de Android na Índia, segundo a cobertura da Forbes Brasil. Em março de 2021, o recurso chegou em versão beta aos Estados Unidos, de acordo com o Canaltech. No Brasil, a expansão da versão beta foi anunciada em 7 de junho de 2021, e o país foi o primeiro da América Latina a receber o recurso, como informou o blog oficial do YouTube e confirmaram o TecMundo e o Tecnoblog.
Depois do lançamento, o formato ganhou ferramentas de edição, música e remix, e passou a integrar o programa de compras da plataforma, o YouTube Shopping, em que produtos podem ser marcados em Shorts.
Como os Shorts funcionam
O criador grava um vídeo vertical, com a câmera do celular ou subindo um arquivo, e o publica pelo aplicativo. O Shorts é recomendado a pessoas que ainda não seguem o canal, e o alcance depende de quanto o público assiste e interage. A duração é curta, e a atenção se decide nos primeiros segundos. O canal pode alternar entre Shorts, que atraem, e vídeos longos, que aprofundam e constroem confiança. Os Shorts se diferenciam dos formatos concorrentes pelo lugar em que vivem: dentro de um canal de vídeos, ao lado de conteúdo mais longo e com busca. O vídeo curto pode levar a um vídeo longo sobre o mesmo assunto, o que ajuda a transformar o espectador casual em assinante. Com a monetização, o criador pode ganhar com anúncios e com afiliados, conforme as regras vigentes.
Shorts na estratégia de vendas
O papel se divide em dois:
- Aquisição: vídeos curtos apresentam o canal e o assunto a muita gente, e uma chamada na descrição ou no comentário fixado leva a um link do
WhatsApp ou a um vídeo completo.
- Relacionamento: a presença frequente mantém o público por perto, e quem se interessa por mais busca o conteúdo longo e a conversa.
Considere um exemplo ilustrativo. O canal Vender pelo Whats usa Shorts para responder a dúvidas rápidas, como a de um cliente que pergunta o preço e some, e leva quem quer aprofundar a vídeos completos e a artigos. O CRM mostra quais Shorts trouxeram contatos. Veja também o artigo sobre cliente que pergunta o preço e some.
O alcance dos Shorts é imprevisível, e o formato não substitui o conteúdo aprofundado. Cuide dos direitos de música e de imagem, que geram bloqueios, e respeite os direitos autorais. Não prometa resultados que não pode entregar. Identifique publicidade e afiliação. Peça consentimento para mensagens a quem chegar pelo WhatsApp e trate os dados conforme a LGPD.
Termos relacionados
- YouTubeYouTube é a plataforma de vídeos do Google, comprada em 2006. Veja a história, como funciona e como usá-lo para atrair clientes e levá-los ao WhatsApp.
- ReelsReels são os vídeos curtos do Instagram e do Facebook, lançados em 2019 e 2020. Veja a história, como funcionam, a diferença para Shorts e TikTok.
- TikTokTikTok é a rede de vídeos curtos da ByteDance. Veja como surgiu, como a recomendação funciona e como usá-la na estratégia de vendas como canal de aquisição.
- YouTube ShoppingYouTube Shopping permite marcar produtos em vídeos, Shorts e lives e ganhar comissão. Veja a história no Brasil, como funciona.
