O que é Bing: história, diferencial e uso nas vendas

Bing é o buscador da Microsoft lançado em 2009. Veja a história, o que o diferencia do Google e como entra na estratégia de vendas como canal de aquisição.

O que é Bing: história, diferencial e uso nas vendas

Logo do Bing

Bing é o mecanismo de busca da Microsoft, lançado em 2009 para substituir o Live Search. Funciona como o Google, com resultados orgânicos e anúncios, mas tem uma base de usuários menor no Brasil e características próprias, como a integração com o Windows, com o navegador Edge e com os recursos de inteligência artificial da empresa. Para quem vende, o Bing é um canal de aquisição complementar: costuma trazer menos visitas, mas com um perfil de público e um custo de anúncio que podem ser interessantes, principalmente no mercado de trabalho e em B2B.

A história do Bing

A Microsoft já tinha buscadores antes do Bing, e o último deles chamava-se Live Search. O Bing foi apresentado por Steve Ballmer em 28 de maio de 2009 e entrou em operação em 3 de junho do mesmo ano, de acordo com a Wikipédia em inglês. A troca de nome teve um motivo de marca: a palavra "Live" confundia o público, e a Microsoft queria um nome curto e fácil de lembrar. A empresa apostou em uma busca "orientada à decisão", que organizava os resultados por tarefas como viajar, comprar e pesquisar. A mudança fez parte de uma tentativa de ganhar espaço em um mercado dominado por outro buscador, e esse cenário se mantém até hoje.

Ao longo dos anos, o Bing passou a alimentar outros serviços e a ganhar recursos novos, entre eles respostas geradas por inteligência artificial. O produto de anúncios que o acompanha também mudou de nome mais de uma vez, e hoje se chama Microsoft Advertising. Quem fala em "Bing Ads" costuma se referir a esse mesmo produto, sob o nome antigo.

Como o Bing funciona e o que o diferencia

O Bing segue a mesma lógica dos outros buscadores: rastreia páginas, indexa o conteúdo e mostra os resultados mais relevantes. A diferença está nos detalhes. Ele tem as suas ferramentas para quem administra sites, as Bing Webmaster Tools, em que se pode enviar o sitemap e acompanhar a indexação, e apoia o protocolo IndexNow, em que o site avisa o buscador quando uma página é criada ou alterada. Também costuma valorizar sinais como a clareza do conteúdo e a presença em redes sociais. Vale cadastrar o site nessas ferramentas mesmo sem planos de anunciar, porque elas mostram problemas de rastreamento que também afetam outros buscadores.

O público do Bing tende a vir de computadores de trabalho e de ambientes Microsoft, em que ele é o buscador padrão do navegador Edge. Isso o torna relevante para negócios que vendem a empresas e profissionais. Como a concorrência de anunciantes costuma ser menor do que no Google, o custo por clique também tende a ser mais baixo, embora varie por nicho. No Brasil, a participação do Bing é bem menor do que a do Google, e por isso vale conferir os números do seu próprio site antes de investir.

O Bing na estratégia de vendas

O Bing atua na descoberta, como um segundo canal de tráfego orgânico e de tráfego pago. O papel se divide em dois:

  • Aquisição: o conteúdo que já está otimizado para o SEO tende a aparecer também no Bing, com pouco trabalho a mais. Enviar o sitemap às Bing Webmaster Tools é um passo simples que amplia o alcance.
  • Relacionamento: acontece depois do clique, no site e no WhatsApp, e não no buscador.

Considere um exemplo ilustrativo. Uma empresa que vende software de gestão para escritórios contábeis percebe, no Analytics, que parte das visitas vem do Bing, em horário comercial e em computadores. Ela cadastra o site nas ferramentas do Bing, envia o sitemap e testa um anúncio de busca com uma verba pequena. Os UTMs mostram quais conversas no WhatsApp vieram dali, e a empresa decide se vale ampliar.

Cuidados e limites do Bing

Não dê como certo que o Bing vai render: meça antes de investir e compare o custo por conversa com o dos outros canais. Os recursos, os nomes dos produtos e as regras de anúncio mudam, então confira a documentação da Microsoft ao planejar. Mantenha as boas práticas de qualquer buscador, sem comprar links nem copiar conteúdo, e cuide dos dados dos visitantes conforme a LGPD. Trate o Bing como um complemento ao Google, e não como um substituto.

Para aprofundar, veja também Microsoft.

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